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Terra Blog

10.12.08

Leo 1313

categorias: Cinemateca

Brasília, Esplanada dos Ministérios... e um playboy tirando onda num conversível!? Mas, aguarde, pois as coisas não são como parecem...

Assista:

http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=733&exib=6996

 

 

04.12.08

As Palmeiras Imperiais do Largo de São Francisco

O Largo de São Francisco em São João Del Rei, com a sua Igreja barroca do século XVIII, seus casarões coloniais e o jardim em formato de lira com as majestosas Palmeiras Imperiais é um dos mais belos lugares da cidade. Quem quiser conferir, seja rápido, pois as palmeiras serão derrubadas.

Especialistas da Universidade de Viçosa analisaram o estado das plantas e, em laudo técnico, concluiram que cinco das dez palmeiras da espécie Roystonea oleracea já estão mortas, na iminência de tombar. No último dia 16 de novembro, durante um forte temporal, uma delas desabou sobre um casarão vizinho (veja fotos, abaixo).

De acordo com a Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis, entidade responsável pela gestão do conjunto formado pela Igreja e pelo Largo, palmeiras da espécie Roystonea regia, a Palmeira Real, serão plantadas no lugar das seculares Imperiais. A espécie Real atinge no máximo vinte e cinco metros de altura, dez a menos que as Imperiais.

A Palmeira Imperial é originária das Antilhas. No Brasil, o primeiro exemplar foi plantado em 1809, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, pelo príncipe regente D. João VI, motivo pelo qual a espécie passou a ser conhecida pelo nome “Imperial”. A Palma Mater, nome dado à planta pioneira, floresceu pela primeira vez em 1829, e há quem diga que dela descendam todas as Palmeiras Imperiais do Brasil. A Palma Mater foi destruída por um raio em 1972. Tinha, então, mais de 38 metros de altura. O tronco, preservado, encontra-se em exposição no Museu Botânico. Em seu lugar, foi plantado outro exemplar, simbolicamente chamado de Palma Filia, oriunda de uma semente da palmeira original.

Como as palmeiras do Largo de São Francisco têm cerca de 150 anos de idade (segundo os especialistas, a vida média da espécie é de 100 anos), é provável que sejam descendentes diretas da Palma Mater, a mãe (ou avó, ou bisavó, ou trisavó...) de todas as Palmeiras Imperiais do Brasil.

Fotos:

 A Igreja de São Francisco de Assis

 O Jardim em forma de lira

  As palmeiras em frente à Igreja

 Palmeira tombada pela tempestade

 O estrago

02.12.08

Por que ler a Bíblia?

categorias:

E para responder, com a palavra, a própria Bíblia:

 

EVANGELHO DE JOÃO, CAPÍTULO 1, VERSÍCULOS 1 E 14:

“1. No princípio era o VERBO, e o VERBO estava com Deus, e o VERBO era Deus.”
...
“14. E o VERBO se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”


O “VERBO” mencionado na Bíblia tem o mesmo significado de “PALAVRA”. Mas, afinal, de quem as Escrituras falam quando se referem ao “VERBO”?

Ora, o “VERBO” é o próprio Jesus, que desde o princípio já habitava com Deus Pai e com o Espírito Santo, sendo eles três e ao mesmo tempo um único Deus.

O VERBO é o próprio Cristo Salvador, o qual se fez homem com todas as características humanas, embora fosse Deus.

O VERBO é Jesus de Nazaré, o Deus que se fez carne e sofreu com as tentações e fraquezas da carne, mas que jamais pecou – venceu, portanto, o pecado! E assim, vitorioso, entregou-se aos homens para morrer na Cruz e propiciar a salvação de todos os que nele creiam, justificados que são pela sua vitória sobre o pecado.



GÊNESIS, CAPÍTULO 1, VERSÍCULO 3:

“3. Disse Deus: Haja luz; e houve luz.”


Quando Deus “DISSE” o que foi que ele usou?
Não foi apenas a “PALAVRA”, ou o “VERBO”?

Portanto, através das Escrituras, revela-se a todos o quão infinito é o poder da “PALAVRA”! O “PODER” que é também Jesus, e que é igualmente o próprio Deus.
Do nada, pelo ato da “PALAVRA”, que é “PODER”, tudo se fez.



EVANGELHO DE JOÃO, CAPÍTULO 11, VERSÍCULOS 41 a 44:

“41. Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.
42. Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.
43. E, tendo dito isto, clamou com grande voz:
Lázaro, sai para fora.
44. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.”



Eis outra manifestação do PODER de Deus através da sua PALAVRA, para a qual nada é impossível, pois a PALAVRA é PODER, e é também o próprio Deus revelado aos que crêem.


ATOS DOS APÓSTOLOS, CAPÍTULO 3, VERSÍCULOS 2-3, 6-8:

“2. E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo (...).
3. O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola”.
...
“6. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.
7. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.
8. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.”


Nesse episódio a Bíblia relata a cura de um coxo na porta do templo. Porém, agora, quem exerce o PODER da PALAVRA já não é mais Jesus em pessoa, que já não está entre nós. É Pedro que comanda: “levanta-te e anda”, usando a AUTORIDADE conferida a ele – e igualmente a todos os que crêem – pelo próprio Jesus, por intermédio do Espírito Santo – este sim, que ainda habita entre nós.



CARTA DE PAULO AOS ROMANOS, CAPÍTULO 1, VERSÍCULOS 16 E 17:

“16. Pois não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu, e também do grego.
17. Porque nele (no Evangelho) se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.”


E o que é o EVANGELHO, senão a PALAVRA DE DEUS que nos é revelada, e que foi escrita sob a inspiração do Espírito Santo?
Como nos envergonhar dela, se assim estaríamos nos envergonhando do próprio Cristo, ou do próprio Deus?
Portanto, a Bíblia não é apenas uma coleção de belas histórias, ou um conjunto de alegorias poéticas para ditar regras de comportamento. A Bíblia é a Revelação daquilo que Deus se propôs a nos revelar através do Espírito Santo. E, se provém de Deus, é Poder!

Mas como ter certeza disso? Como saber se esses escritos que atravessaram milênios e passaram por impérios e por governos, são de fato obra de Deus, e não de homens?

Ora, é pela FÉ que devemos aceitar a Revelação, não pela razão. Como Paulo ensina, inspirado pelo Espírito Santo: “Porque nele (no Evangelho) se descobre a justiça de Deus de fé em fé (...)”. É o que Deus espera de nós: que tenhamos FÉ na sua PALAVRA, que é a REVELAÇÃO do seu PODER.

E, afinal, o que é a FÉ?

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” (Hebreus, 11:1)

Se nos dispomos a assim proceder, desprovidos de orgulho intelectual, despidos das vaidades humanas, certamente o Espírito Santo nos auxiliará a compreender a Mensagem que Deus nos legou. Mensagem que é o próprio Cristo encarnado, morto e ressurreto para a salvação daqueles que são o repositório do infinito Amor do Pai: nós mesmos.

Credo ut intelligan” (Crer para entender), assim ensinava santo Anselmo de Cantuária. Se procurarmos primeiro entender com a razão para depois crer com o coração, coisa alguma jamais se revelará, pois não temos o alcance intelectual suficiente para sondar os mistérios divinos. Mas, se primeiro crermos pela FÉ, depois, o que a Deus aprouver, certamente nos será revelado por obra e graça do Espírito Santo.

...

..

.

Escolha

categorias: Escritos

(Por Ávila de Brito)

 

Vértice do V
Bifurcação
De um lado você
Do outro, solidão
Por aqui a mesma vida
Por ali, complicação
Minha paz comprometida
O risco da ilusão
À direita uma renúncia
Intersecção
Á esquerda o prenúncio
De uma nova emoção
A razão por esta via
Por aquela, o coração
Qual será o meu guia:
O AMOR ou a PAIXÃO?...


.\.\.\.\.\.

Janela

categorias: Escritos

(Por Ávila de Brito)

 

Da janela eu vejo esse mundo
Esplêndido ao amanhecer:
É um mundo grande e rotundo,
E é pródigo, lindo de ver!

É um mundo de sons e texturas,
De cheiros, de muitos sabores,
Que aos olhos das tais criaturas
Explode em milhares de cores.

É um mundo de mil sensações
Que ao homem comum (esse louco)
Se livre dos próprios grilhões
Os cinco sentidos são poucos.

No zênite do meio-dia -
Diáfana luz causticante -
Eu vejo o mesmo que via
Com cálido brilho vibrante.

A luz que agora invade
Minha escancarada janela
É arauto de mais uma tarde
E faz desta a tarde mais bela.

É Vésper que vem e se arrasta
No mesmo compasso das horas,
Tão bela que não já me basta
Por mais que ainda haja Auroras.

Esvai-se a tarde sublime
Vestida do rubro ao turquesa,
Nas almas sensíveis imprime
Nuances de pura beleza!

Eis o inevitável Ocaso
Que agora, encantado, eu vejo -
O mesmo que, por mero acaso,
Testemunhou nosso beijo.

Um beijo mais que apaixonado
No fim de uma tarde qualquer,
Afeto p’ra sempre lembrado
Por mais quantos dias houver.

Da mesma janela, sem medo,
Eu vejo o momento fugaz
Em que passa o carro de Fedo
E a última luz se desfaz...

A noite cai, soberana;
Alva, Selene levanta,
Da cúpula negra emana
Feérico brilho, que encanta.

Ao norte avista-se Stella,
No, sul impera o Cruzeiro;
Contemplo, da mesma janela,
O indefectível Luzeiro.

Já é alta noite de amantes
Reclusos em suas alcovas,
Vivos, intensos, vibrantes,
Libertos, em versos e trovas.

É noite amiga, aconchegante,
Guardiã da quietude do lar,
Velando preciosos instantes
Dos sonhos que devo sonhar.

Glacial, surge a madrugada
E banha de orvalho as flores;
Esfria, e a janela fechada
Sela os nossos amores.

No farfalhar do meu leito
Sua delícia me encanta,
Sinto seu corpo em meu peito
Enquanto o Sol se levanta.

Qual doce tal indecisão!,
Se o novo dia chegou:
Ou piso com meus pés no chão
Ou fico do jeito que estou?

Solene, Morfeu se despede,
Liberta-nos dos cobertores,
E o beijo na face me pede
Mais um novo dia de amores.

E eu abro, outra vez, a janela,
Respiro novo amanhecer
Vibrante como os olhos dela,
Glorioso! , como deve ser.

Da janela eu vejo esse mundo
Que o meu espírito acalma:
É um mundo que eu vejo profundo
pela janela da alma.

* * *